
Iracema Vale (MDB) saiu das eleições de 2026 com uma vitória expressiva: eleita deputada federal com 179.351 votos, alcançou a segunda maior votação para o cargo no Maranhão. O resultado fortalece sua liderança e amplia a projeção de uma trajetória marcada pela conquista de espaços importantes na política estadual.
O contraste com Othelino Neto (PSB) é evidente. O deputado estadual recebeu 74.414 votos e não conseguiu uma cadeira na Câmara Federal. Na comparação entre os dois, Iracema obteve mais que o dobro da votação do adversário, transformando sua candidatura em um resultado concreto nas urnas.
A ascensão de Iracema vem de antes. Em 2022, foi a deputada estadual mais votada do Maranhão, com 104.729 votos. Em fevereiro de 2023, tornou-se a primeira mulher a presidir a Assembleia Legislativa, eleita por unanimidade, um marco histórico para a representação feminina no estado.
O confronto direto com Othelino pelo comando da Casa ocorreu em novembro de 2024. Após dois empates de 21 a 21, Iracema venceu pelo critério de maior idade previsto no Regimento Interno. O Solidariedade questionou a regra no Supremo Tribunal Federal, mas a tentativa de anular o resultado terminou com a confirmação unânime de sua constitucionalidade, em novembro de 2025.
Politicamente, a sequência expõe dois caminhos distintos. Iracema consolidou sua posição na Assembleia, atravessou a contestação judicial e conquistou um mandato federal com votação expressiva. Othelino, após não conseguir a Presidência do Legislativo estadual, também viu frustrado seu projeto de chegar à Câmara.
Na avaliação deste blog, Iracema demonstrou capacidade de transformar liderança política em apoio eleitoral. Seu desempenho merece reconhecimento e reforça a responsabilidade de representar o Maranhão em Brasília.
Para Othelino, o resultado exige uma revisão de estratégia. A experiência parlamentar não bastou para garantir o novo mandato pretendido. Enquanto Iracema amplia seu espaço político, ele encerra a disputa com mais um revés e o desafio de reconstruir seu projeto.
São histórias que conheci de perto, são famílias que já conheciam a trajetória de Maura Jorge, @maurajorgeoficial, e abriram o coração para confiar também em mim. E são milhares de maranhenses que eu ainda não tive a oportunidade de abraçar, mas que acreditaram no legado de credibilidade e palavra cumprida que carregamos.
Eu sei o tamanho da responsabilidade que recebi junto com cada voto.
Toda essa confiança será retribuída com muito trabalho, presença em cada canto do Maranhão e compromisso com o nosso povo.
Obrigado, meu Deus, obrigado, meu Maranhão. 🙌🙌
Deputado Estadual Rui Jorge
A legenda também considera incluir Flávio Dino entre os alvos de pedidos de impeachment,

O PL rejeitou a possibilidade de um entendimento político com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e pretende manter a ofensiva contra Alexandre de Moraes no Senado a partir de 2027. A legenda também considera incluir Flávio Dino entre os alvos de pedidos de impeachment, dependendo da atuação do ministro após a eleição presidencial.
Entre as possibilidades identificadas pelo grupo estaria um entendimento que envolvesse a situação judicial do ex-presidente Jair Bolsonaro e a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, em troca de uma redução das ofensivas políticas contra integrantes da Corte. Não há, porém, indicação de que uma negociação nesses termos tenha sido formalmente apresentada.
A defesa de Jair Bolsonaro protocolou um novo pedido de revisão criminal. O relator do processo, ministro Kassio Nunes Marques, sinalizou a intenção de levar o caso a julgamento depois do segundo turno da eleição presidencial.
O PL, no entanto, não pretende aderir a uma negociação direta com Moraes. Dentro da legenda, há preferência para que eventuais questionamentos envolvendo o ministro sejam tratados inicialmente pelo próprio Supremo.
Nesse cenário, integrantes do partido defendem a abertura de investigação sobre a relação de Moraes com o empresário Daniel Vorcaro e avaliam que o ministro deveria ser afastado durante uma eventual apuração. Trata-se de uma posição política atribuída ao PL pela reportagem, e não de uma conclusão judicial sobre a existência de irregularidades.
Caso esse caminho não avance, dirigentes da legenda projetam levar um pedido de impeachment ao Senado em 2027. Pelos cálculos internos do PL, 49 senadores já seriam favoráveis ao afastamento de Moraes. Como a aprovação exige 54 votos — dois terços dos 81 integrantes da Casa —, faltariam cinco apoios para alcançar o número necessário.
A ofensiva planejada pelo partido não se limita a Alexandre de Moraes. Flávio Dino também passou a ser citado por integrantes do PL como possível alvo de um processo de impeachment na próxima legislatura.
De acordo com a CNN, a decisão dependerá principalmente de como Dino atuará diante de investigações consideradas sensíveis pelo partido, especialmente após o desfecho da eleição presidencial.
Um dos pontos mencionados pela legenda são investigações sobre eventual interferência estrangeira no processo eleitoral. Integrantes do PL avaliam que Dino entraria no foco do partido caso essas apurações fossem utilizadas, na interpretação da legenda, para questionar o resultado das urnas.
As hipóteses sobre a atuação futura de Dino representam avaliações internas do PL e dependem de acontecimentos que ainda não ocorreram. Até o momento, não há processo de impeachment aberto contra o ministro com base nesses cenários.
Supremo acompanha nova configuração do Senado
A mudança na correlação de forças do Senado colocou a relação entre o STF e o Congresso entre os principais temas políticos do período posterior ao primeiro turno.
Segundo outra reportagem da CNN, uma ala do Supremo considera necessário abrir canais de diálogo com setores do bolsonarismo diante do crescimento de parlamentares favoráveis a processos contra integrantes da Corte. A avaliação é de que a nova composição do Senado torna politicamente mais difícil bloquear antecipadamente a tramitação de pedidos de impeachment.
A abertura efetiva de um processo, entretanto, depende de uma sequência institucional que começa no Senado. Eventual afastamento definitivo de um ministro do STF exige o apoio de dois terços dos senadores, equivalente a 54 votos.
Nesse ambiente, o PL pretende transformar a nova composição da Casa em instrumento de pressão sobre o Supremo a partir de 2027, enquanto integrantes da Corte aguardam o resultado do segundo turno presidencial antes de definir como conduzir a interlocução política com o novo Congresso.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/N/4/6Bt2n1Q9CHcA60lRdT1A/montagens-1920-x-1080-px-2026-10-05t070556.483.png)
A Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão manifesta seu reconhecimento à Justiça Eleitoral pela condução das Eleições 2026 e pelo trabalho realizado com excelência, organização, segurança, transparência e respeito à vontade popular.
A Assembleia também parabeniza o povo maranhense pelo pleno exercício da democracia. A participação dos cidadãos nas urnas, de forma livre e soberana, reafirma a força das instituições democráticas e a legitimidade das escolhas feitas pelo voto.
Congratulamo-nos com o Governador eleito, Eduardo Braide, com os Senadores eleitos, Fufuca e Lahesio Bonfim, e com as Deputadas e os Deputados Federais e Estaduais escolhidos democraticamente pelo povo do Maranhão. A todos, desejamos êxito no exercício de seus mandatos e permanente disposição para trabalhar pelo povo do Maranhão e em favor do desenvolvimento do nosso Estado.
A democracia se fortalece quando a vontade do povo é respeitada. A Assembleia Legislativa seguirá cumprindo seu papel constitucional, contribuindo para a construção de um Maranhão cada vez mais justo, democrático e desenvolvido.
São Luís, 6 de outubro de 2026.
IRACEMA VALE
Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão
A eleição de Eduardo Braide (PSD) como novo governador do Maranhão produzirá efeitos diversos no tabuleiro político estadual.
Mas um deles é certo: a vitória de 2026 repercutirá positivamente para Esmênia Miranda (PSD) em 2028.
Herdeira de um espólio político importante em São Luís, a prefeita da capital experimenta, agora, uma combinação de fatores que a coloca como quase imbatível quando for disputar a reeleição.
A gestão está equilibrada, a própria prefeita tem uma imagem leve – potencializada pelo aproveitamento de um modelo de comunicação inaugurado pelo seu antecessor – e, agora, ela conta com o melhor cabo eleitoral possível: o próprio Braide.
Só um desastre tira a reeleição de Esmênia.
Blog do Gilberto Léda
Nunes Marques avalia levar revisão da condenação ao plenário depois da eleição; eventual liminar de liberdade também seria submetida aos ministros

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pode ter o pedido de soltura e de revisão de sua condenação analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após o segundo turno das eleições.
Segundo a CNN, o ministro, que também preside o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), evitou decidir sobre o caso durante a disputa eleitoral para impedir que sua atuação fosse interpretada como interferência no resultado. Nas conversas relatadas pela reportagem, ele indicou que pretende submeter a ação aos demais integrantes do Supremo depois da conclusão da eleição, independentemente de quem vencer.
A sinalização ainda não representa uma decisão sobre a liberdade do ex-presidente nem estabelece uma data para o julgamento. Embora Nunes Marques possa liberar o processo para análise, a inclusão na pauta do plenário depende do presidente do STF, ministro Edson Fachin.
A defesa de Bolsonaro apresentou um novo pedido de liminar para que o ex-presidente seja solto, além de requerer a revisão criminal da condenação por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes. Uma solicitação semelhante, protocolada em maio, também aguarda decisão no gabinete de Nunes Marques.
De acordo com a reportagem, o ministro não descartou atender ao pedido de liberdade antes de levar a revisão criminal ao plenário. Nesse caso, a decisão provisória seria encaminhada posteriormente aos demais ministros, que examinariam se ela deve ser mantida.
São, portanto, duas possibilidades em análise: uma decisão individual sobre a soltura, sujeita ao referendo do colegiado, e o julgamento da revisão criminal pelo conjunto dos integrantes da Corte. Nenhuma delas foi anunciada como medida já definida.
Revisão levaria condenação a todos os ministros
A revisão criminal apresentada pelos advogados tem previsão regimental de julgamento no plenário do STF. Isso levaria a discussão sobre a condenação a um colegiado mais amplo do que aquele responsável pela decisão original.
André Mendonça, Nunes Marques, Gilmar Mendes, Edson Fachin e Dias Toffoli não participaram daquele julgamento. Se a revisão for submetida ao plenário, esses ministros também deverão se posicionar sobre o caso.
A intenção atribuída a Nunes Marques é aguardar o encerramento da disputa eleitoral para evitar a exploração política de uma eventual decisão. A definição do calendário de julgamento, depois da liberação do processo pelo relator, ficará a cargo de Fachin.
Ajude o Blog do Sidnei Costa
Faça um Pix de qualquer valor e contribua para manter nosso trabalho. Clique no botão abaixo para copiar a chave Pix.
Chave Pix: 72412763372 Chave Pix copiada com sucesso!

