Aliados tentam separar ação da PF de investigação sobre repasses de Vorcaro e apostam na crise do STF para reduzir desgaste eleitora
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A nova operação da Polícia Federal sobre o financiamento do filme Dark Horse acendeu um sinal de alerta na campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, a três semanas do primeiro turno. Embora o senador não seja alvo da ação deflagrada nesta quinta-feira, aliados veem risco de desgaste por causa da retomada do tema no noticiário e da ligação do presidenciável com outra frente de apuração relacionada ao longa.
Integrantes da campanha admitem que a ofensiva da PF tem potencial para atingir o candidato politicamente, sobretudo porque Dark Horse já havia causado preocupação durante a pré-campanha. A apreensão se concentra no avanço das investigações sobre o financiamento do projeto, do qual Flávio participou diretamente ao buscar recursos junto ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Apesar disso, auxiliares do senador avaliam que o embate entre ministros do Supremo deve continuar dominando a agenda política nos próximos dias. A aposta é que a dimensão da crise na Corte dificulte uma mudança completa do foco da campanha eleitoral. Flávio deve seguir direcionando críticas a Alexandre de Moraes e a Flávio Dino, tentando transformar o confronto institucional em combustível para sua candidatura.
A operação desta quinta-feira, porém, é vista como um risco a essa narrativa. A PF cumpre 49 mandados de busca e apreensão em uma investigação sobre suspeitas de desvio de emendas parlamentares destinadas a entidades ligadas à produção de Dark Horse. Entre os alvos estão o deputado Mário Frias (PL-SP) e a empresária Karina Gama, da produtora Go Up.
Nos bastidores, aliados de Flávio avaliam que o impacto poderia ter sido ainda maior caso Mário Frias tivesse sido escolhido como candidato do grupo ao Senado por São Paulo, hipótese discutida durante a montagem da chapa estadual. O PL acabou lançando o presidente da Assembleia Legislativa paulista, André do Prado, o que, na leitura da campanha, impediu que a operação atingisse diretamente um dos principais palanques estaduais do presidenciável.
O esforço central da campanha é separar as duas frentes de investigação envolvendo o filme. A primeira, sob relatoria de Flávio Dino, apura a destinação de emendas parlamentares para entidades relacionadas à produção. A segunda, sob responsabilidade de André Mendonça, foi aberta como desdobramento do caso Master e envolve diretamente Flávio Bolsonaro.
Auxiliares do senador também fazem uma leitura política da ação. Integrantes da campanha associam o momento da operação à alta de Flávio nas pesquisas e afirmam ver tentativa de interferência no processo eleitoral. Não há, porém, evidências de que a ofensiva da PF tenha sido motivada pelo desempenho do candidato.
Aliados comparam a investigação sobre as emendas ao inquérito das fake news, aberto no STF em 2019, e argumentam que uma apuração longa sob relatoria de um ministro da Corte pode manter adversários políticos sob pressão. Também há questionamentos no entorno de Flávio sobre o fato de o caso estar com Dino e sobre a permanência de Andrei Rodrigues no comando da Polícia Federal.
Na quarta-feira, Dino determinou a reintegração de Andrei ao cargo de diretor-geral da PF, após ele ter sido afastado por decisão de André Mendonça. Horas depois, o presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu decisões conflitantes e manteve Andrei no posto enquanto analisa o caso.
Mesmo com o temor de novos elementos das investigações, aliados de Flávio vinham avaliando que a crise no Supremo gerava mais dividendos eleitorais para o candidato do que para Lula. A operação da PF, agora, recoloca o financiamento de Dark Horse no centro da disputa e obriga a campanha a tentar preservar essa vantagem política enquanto busca conter o impacto de um caso que liga o presidenciável ao escândalo do Banco Master.
Com apoio em mais de 76 municípios para seu filho Rui Jorge, candidato a deputado estadual, Maura Jorge levará o nome de Lahesio a diferentes regiões do Maranhão.
A reunião aconteceu em sua residência, onde Maura apresentou sua linha de frente a Lahesio e ao seu suplente, empresário Maurício Rizzi.
Maura Jorge, líder de um grupo que contabiliza mais de 50 anos de vitórias políticas, foi deputada por quatro mandatos, candidata a governadora e passa agora a articular, em nível estadual, em torno da candidatura de Lahesio.
A movimentação teve início na Avenida Luiz Almeida Couto e seguiu pela Rua Dom Pedro II e pela Avenida Jorge Abraão Dualibe, encerrando em frente ao Restaurante Popular, onde foram realizados os discursos. Durante o percurso, Orleans foi recebido com acenos, cumprimentos e manifestações de apoio dos moradores.
Para o candidato, a participação de diferentes forças políticas no mesmo palanque demonstra que o objetivo comum é continuar trabalhando pelo desenvolvimento de Viana.
“Primeiro eu quero aqui agradecer essa recepção incrível desde o momento em que eu cheguei. Muito feliz em ver esse palanque desarmado, em ver pessoas que acreditam no meu trabalho juntas por um propósito de seguir trabalhando por Viana”, afirmou Orleans Brandão.
A relação do candidato com Viana também foi destacada durante o ato. Quando esteve à frente da Secretaria de Assuntos Municipalistas, Orleans acompanhou de perto as demandas do município e participou da articulação de investimentos que resultaram em mais de 15 quilômetros de pavimentação, melhorias no abastecimento de água e na implantação do Centro de Hemodiálise de Viana, que já tem inauguração prevista e que vai melhorar a vida de quem precisa fazer o tratamento.
Outro compromisso assumido por Orleans durante a motocada foi a conclusão da estrada que liga Viana a Pedro do Rosário. Segundo ele, a obra já conta com recursos disponíveis e máquinas trabalhando no trecho, dando continuidade ao serviço iniciado na gestão do governador Carlos Brandão.
“Essa estrada que está saindo do papel, que muitos diziam que era impossível, que já tem recurso em conta e máquinas na pista, o Brandão começou e eu termino a estrada de Viana até Pedro do Rosário. Pode ter certeza disso”, garantiu.
O prefeito Carrinho Cidreira destacou a união de diferentes grupos políticos em torno de Orleans e a importância de defender os interesses de Viana. Segundo ele, o candidato teve participação nas ações que contribuíram para os avanços do município. “Esta eleição não é uma eleição municipal. É uma eleição estadual e nós estamos todos juntos porque nós queremos é o bem do Maranhão, queremos é o bem de Viana. E é por isso que estamos aqui, unidos, para trabalhar pelo nosso município e pelo nosso estado”, declarou.
Também participaram da motocada o candidato ao Senado Weverton Rocha, os candidatos a deputado federal Vinicius Ferro e Mical Damasceno, além de outras lideranças políticas de Viana e da região.
“Maura, você não tem noção do tamanho desse seu gesto de apoio pra mim.
Você está colocando os pés dentro do Senado também.
Se você não tivesse feito isso, talvez eu não chegasse lá.
A Maura tinha marcado comigo para conversarmos em Lago da Pedra e, depois, ligou dizendo que não teria como ir por motivos pessoais.
E o meu povo começou a dizer: ‘Ela não vai te apoiar. Eu duvido.’
E eu dizia: ‘Ela vai. Ela é muito sincera, positiva e independente.’
E hoje estou eu aqui, ao lado dessa mulher, que foi deputada por quatro mandatos, prefeita por quatro mandatos e lidera um grupo político com mais de 50 anos de vitórias, que é querida em todas as cidades do estado.
E ela decidiu me apoiar.
Maura não me pediu nada. Absolutamente nada.
E hoje estou aqui, com a linha de frente do seu grupo, agradecido”
Declara Lahesio Bonfim, segundo senador escolhido pelo grupo Maura Jorge.
O candidato ao Governo do Maranhão, Orleans Brandão (MDB), anunciou a isenção total do IPVA para motoristas de aplicativo e mototaxistas como um de seus compromissos com a categoria. O anúncio foi feito nesta terça-feira (8), durante uma motocada realizada em São Luís, como parte da agenda do emedebista em homenagem aos 414 anos da capital.
A proposta está incluída no seu plano de governo e deverá entrar em vigor a partir de 2027. A iniciativa representará uma economia de até R$ 4 mil por ano para os profissionais que utilizam seus veículos como instrumento de trabalho. A medida também prevê a isenção do imposto para motocicletas de até 180 cilindradas.
No ato, Orleans Brandão destacou a importância dos motoristas de aplicativo e dos mototaxistas para a mobilidade urbana, a economia e a geração de renda no Maranhão.
“Se tem uma coisa que eu reconheço é a importância do trabalho dos mototaxistas e dos nossos motoristas de aplicativo. Por isso, conversei com a minha equipe e decidi incluir no nosso plano de governo a isenção total do IPVA para esses profissionais em todo o Maranhão”, afirmou.
Segundo ele, a medida terá impacto direto na renda dos trabalhadores, ao reduzir os custos de quem depende diariamente do veículo para garantir o sustento da família.
“Esse será um grande programa do nosso governo. Já a partir do próximo ano, motoristas de aplicativo e mototaxistas poderão economizar até R$ 4 mil por ano. É um dinheiro que ficará no bolso do trabalhador e poderá ser utilizado no orçamento familiar e na manutenção do próprio veículo”, ressaltou Orleans.
A isenção do imposto alcançará trabalhadores e famílias que utilizam veículos de baixa cilindrada como principal meio de transporte ou fonte de renda. Com as propostas, Orleans pretende transformar a redução de impostos em uma política de valorização do trabalho e de fortalecimento da atividade econômica. “Vamos gerar emprego, renda e mais oportunidades em todo o Maranhão”, concluiu.
Decisão será submetida ao plenário do STF
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), deferiu, nesta quarta-feira (9), um pedido para que o diretor-geral da Polícia Federal, afastado do cargo mais cedo, Andrei Rodrigues, seja reintegrado de forma imediata. A decisão de Dino contraria a proferida pelo ministro do STF André Mendonça, de terça-feira (8), que afastou Rodrigues de suas funções.
De acordo com o magistrado, a decisão de Mendonça pode beneficiar os investigados em escândalos, como os revelados pelas operações Sem Desconto e Compliance Zero.
“Não se afirma o caráter doloso da conduta de qualquer agente público, mas é evidente que, objetivamente, a interrupção dos trabalhos de direção de investigações policiais interessa, sobretudo, aos investigados”, escreveu Dino na decisão.
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