Lula vence no primeiro e segundo turnos, após confirmação das candidaturas

Presidente marca 39 % das intenções de voto no primeiro turno e vence todos os adversários no segundo, diz pesquisa Quaest

Luiz Inácio Lula da Silva

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida presidencial no primeiro turno e aparece à frente em todos os cenários de segundo turno testados pela Quaest, em levantamento divulgado nesta quarta-feira (5). A pesquisa mostra Lula com 39% das intenções de voto na disputa inicial, contra 30% do senador Flávio Bolsonaro (PL), principal adversário no cenário estimulado.

Na sequência do cenário estimulado, Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) aparecem com 4% cada. Romeu Zema (Novo) soma 2%. Cabo Daciolo (Mobiliza), Augusto Cury (Avante) e Samara Martins (UP) registram 1% cada. Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Leonardo Avalanche (PRTB) e Hertz Dias (PSTU) não pontuaram. Os indecisos são 10%, e os eleitores que declaram voto branco, nulo ou dizem que não vão votar somam 8%.

A pesquisa também aponta alterações na composição de candidaturas em relação ao levantamento anterior. Clariana Barão substituiu Joaquim Barbosa como nome do DC, enquanto Leonardo Avalanche entrou no lugar de Heró Bezerra como candidato do PRTB.

Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, 51% não citaram nenhum nome e foram classificados como indecisos. Em julho, eram 54%. Lula foi mencionado por 25%, ante 26% na rodada anterior, enquanto Flávio Bolsonaro subiu de 14% para 18%.

Nas simulações de segundo turno, Lula também lidera todos os confrontos testados. Contra Flávio Bolsonaro, o presidente aparece com 44%, diante de 39% do senador. Em julho, Lula tinha 45%, e Flávio, 37%. Brancos, nulos e eleitores que não pretendem votar são 13%, enquanto os indecisos somam 4%.

A disputa contra Flávio é o cenário mais apertado entre os confrontos avaliados. Embora Lula permaneça numericamente à frente, a diferença caiu de oito para cinco pontos percentuais em relação à pesquisa de julho.

No confronto com Romeu Zema, Lula alcança 46%, contra 34% do governador de Minas Gerais. Brancos, nulos e eleitores que não pretendem votar chegam a 16%, e os indecisos são 4%. Em julho, o presidente tinha 45%, e Zema, 35%.

Já contra Renan Santos, Lula aparece com 45%, enquanto o candidato da Missão soma 35%. Os votos brancos, nulos ou de quem afirma não votar representam 16%, e os indecisos, 4%. Na pesquisa anterior, Lula tinha 45%, e Renan, 33%.

Rejeição

A pesquisa também mediu a rejeição aos possíveis candidatos, considerando os eleitores que afirmaram conhecer o nome do político, mas disseram que não votariam nele “de jeito nenhum”.

Entre os demais nomes pesquisados, Ronaldo Caiado registra rejeição de 34%, seguido por Romeu Zema, com 32%. Cabo Daciolo (Mobiliza) tem 28%; Renan Santos (Missão), 20%; Augusto Cury (Avante), 16%; Samara Martins (UP), 12%; Edmilson Costa (PCB), 10%; Leonardo Avalanche (PRTB), 9%; Hertz Dias (PSTU), 9%; e Clariana Barão (DC), 6%.

Avaliação do governo Lula

A pesquisa mostra estabilidade na aprovação do governo Lula em relação ao levantamento anterior. A gestão é aprovada por 48% dos entrevistados e desaprovada por 47%. Outros 5% não souberam ou não quiseram responder.

Na avaliação do governo, 36% classificam a administração como positiva, mesmo percentual dos que a consideram negativa. Outros 26% avaliam a gestão como regular, e 2% não responderam.

A percepção sobre os rumos do país também piorou na comparação mensal. Para 55%, o Brasil está indo na direção errada, ante 51% em julho. Já 38% afirmam que o país segue na direção certa, contra 39% no levantamento anterior. Outros 7% não souberam ou não responderam.

Quando questionados sobre o noticiário envolvendo o governo Lula, 44% dizem ter visto mais notícias negativas, ante 40% em julho. As menções a notícias positivas caíram de 33% para 29%. Outros 25% afirmam não ter visto notícias sobre o governo, e 2% não responderam.

Sobre a economia nos últimos 12 meses, 43% dos entrevistados afirmam que a situação piorou, mesmo índice de julho. Para 35%, ficou igual, ante 33% na rodada anterior. Já 19% dizem que a economia melhorou, contra 20% no mês passado. Outros 3% não souberam ou não responderam.

Metodologia

A pesquisa Quaest foi encomendada pela Genial Investimentos e entrevistou 2.004 eleitores entre 31 de julho e 3 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06591/2026.

O prefeito de Paço do Lumiar, Fred Campos (PSB), afirmou nesta terça-feira (4) que o repasse investigado pela Polícia Federal na nova fase da Operação Sem Desconto decorre de um contrato de arrendamento firmado por uma de suas empresas, a Petro São Francisco. Segundo o gestor, não houve qualquer ilegalidade na transação.

Fred Campos foi um dos alvos dos 18 mandados de busca e apreensão cumpridos pela PF no Maranhão e no Distrito Federal. A operação, autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), apura suspeitas de lavagem de dinheiro relacionadas às fraudes em descontos de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Em pronunciamento divulgado após a operação, o prefeito declarou que foi surpreendido pela investigação envolvendo o repasse. Ele sustentou que poderia ter apresentado os documentos relativos ao negócio caso tivesse sido solicitado pelas autoridades.

“Esse repasse é resultado de um contrato de arrendamento e não há qualquer ilegalidade. Se toda a documentação tivesse sido solicitada, ela teria sido apresentada prontamente”, afirmou.

Antes de assumir a Prefeitura de Paço do Lumiar, Fred Campos atuou como advogado e empresário. O prefeito informou que as empresas ligadas a ele continuam funcionando normalmente e que sua defesa já está adotando as medidas jurídicas necessárias para esclarecer os fatos investigados.

Fred também garantiu que a operação não afetará as atividades da administração municipal. “Quero tranquilizar a todos: nossas empresas seguem funcionando normalmente e reafirmo que o nosso trabalho por Paço continua”, declarou.

A nova fase da Operação Sem Desconto também atingiu familiares do senador Weverton Rocha (PDT-MA), apoiadores políticos e o advogado Willer Tomaz. Segundo a PF, as diligências buscam esclarecer movimentações financeiras e patrimoniais que teriam sido realizadas por meio de pessoas físicas, empresas, contas de terceiros e operações em espécie.

Senador afirmou ter “nada a esconder”; investigação cita familiares, empresas ligadas a Willer Tomaz e uma mansão de R$ 6 milhões

Senador Weverton Rocha (PDT-MA)

O senador Weverton Rocha (PDT-MA) afirmou, em nota divulgada nesta terça-feira (4), que as movimentações financeiras mencionadas pela Polícia Federal em uma investigação sobre suposta lavagem de dinheiro são legais, ligadas a atividades empresariais e declaradas à Receita Federal.

Na nota, o senador afirmou ter a “tranquilidade” de quem não tem “nada a esconder”. Ele disse ainda que não foi surpreendido pela operação, mas criticou o alcance das investigações sobre integrantes de sua família.

A apuração da Polícia Federal mira uma rede de transações financeiras e patrimoniais que, segundo os investigadores, envolveria contas da esposa, das filhas e de irmãs do parlamentar, além de empresas associadas ao advogado e empresário Willer Tomaz de Souza.

Outro ponto citado pela Polícia Federal envolve a aquisição de uma mansão avaliada em R$ 6 milhões em um bairro nobre de Brasília. Segundo a apuração, o imóvel seria utilizado pelo parlamentar, embora esteja registrado em nome de uma empresa de Willer Tomaz.

A PF afirma ter identificado, a partir da análise do celular apreendido do senador, um quadro mais amplo de movimentações financeiras fracionadas. A investigação é um desdobramento da Operação Sem Desconto, que apura suspeitas de corrupção passiva e descontos indevidos em benefícios previdenciários pagos pelo INSS.

Em sua manifestação, Weverton também citou o parecer do Ministério Público Federal, que se posicionou contra o cumprimento de mandados de busca e apreensão autorizados pelo Supremo Tribunal Federal contra familiares do senador.

Weverton sustenta que as movimentações são regulares, têm origem lícita e foram comunicadas aos órgãos competentes. O senador nega irregularidades e afirma que as transações citadas pela PF estão relacionadas a atividades empresariais de sua família.

Uma campanha baseada na continuidade dos avanços e na ampliação de oportunidades para quem mais precisa. Essa foi a principal mensagem do candidato ao Governo do Maranhão, Orleans Brandão (MDB), durante entrevista ao programa Band Eleições 2026, nesta segunda-feira (3). Na ocasião, ele detalhou as diretrizes de seu plano de governo e reforçou que sua campanha será pautada na construção de soluções para os desafios do estado.

Ao longo da entrevista, Orleans explicou que a elaboração de seu plano de governo tem sido construída a partir da experiência acumulada durante os anos em que percorreu os 217 municípios maranhenses, ouvindo prefeitos, lideranças e a população. Segundo ele, esse contato permitiu compreender as diferentes realidades do estado e definir propostas voltadas às necessidades de cada região.

“Eu estou apresentando uma continuidade com avanço. Essa vai ser a minha bandeira. Continuar o que está dando certo, mas, principalmente, avançar pelo estado. Eu quero ter novas propostas. Não vou fazer uma campanha de ataques. Vou fazer uma campanha de propostas, de falar de futuro e de oportunidades”, afirmou.

Entre as prioridades apresentadas estão a implantação do programa Cinturão da Paz, com videomonitoramento nos 217 municípios; a ampliação da regionalização da saúde, com novos hospitais, policlínicas e unidades de atendimento; além de investimentos em qualificação profissional, empreendedorismo e geração de emprego e renda. Orleans também destacou o potencial de projetos estruturantes, como a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Bacabeira, para impulsionar o desenvolvimento econômico do Maranhão.

Ao falar sobre a identidade de sua futura gestão, o candidato afirmou que pretende aproveitar o atual momento fiscal do estado para ampliar investimentos e criar novas oportunidades, sobretudo para os jovens que desejam ingressar no mercado de trabalho ou empreender.

“A principal bandeira do meu governo vai ser as oportunidades. Hoje o Maranhão vive um novo momento e isso nos permite trabalhar pela geração de emprego e renda. Quero investir na capacitação profissional, apoiar a juventude, estimular quem quer empreender e criar condições para que o desenvolvimento chegue a todas as regiões do estado”, disse.

Questionado sobre os principais resultados da gestão Carlos Brandão, Orleans apontou o combate à extrema pobreza como o maior legado do governo e defendeu que as políticas sociais continuem como prioridade, acompanhadas de novos investimentos em áreas estratégicas.

“Eu não acredito em nenhum governo que não trabalhe pelo social. A principal marca do governo Brandão foi conseguir tirar mais de um milhão de pessoas da extrema pobreza. Nós vamos preservar esse compromisso e avançar ainda mais, ampliando a saúde, fortalecendo a educação e criando novas oportunidades para quem mais precisa”, enfatizou.

No encerramento da entrevista, o candidato ao Governo do Maranhão voltou a defender uma campanha pautada no debate de ideias e afirmou que pretende apresentar aos maranhenses um projeto construído a partir do diálogo e da escuta permanente da população.

“Quero que a população analise o trabalho que foi realizado e conheça as nossas propostas para o futuro. Todos os dias eu estou estudando o Maranhão para construir um bom plano de governo. Estou preparado para seguir avançando e fazer um governo que gere oportunidades e melhore a vida dos maranhenses”, concluiu.

Candidato a senador do PP foi vaiado por bolsonaristas presentes na convenção após citar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o evento de homologação da chapa do PSD

André Fufuca é vaiado ao mencionar lealdade a Lula em convenção de Braide (Foto: Reprodução)

Muita gente associa liderança à capacidade de resolver problemas rápido. E, sim, líderes precisam agir sob pressão. Contudo, na convenção estadual que oficializou a chapa do PSD no Multicenter, em São Luís, o ex-prefeito Eduardo Braide não agiu como um líder ao silenciar-se após o deputado André Fufuca, candidato a senador do PP, ser vaiado por bolsonaristas ao citar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o ato. Ou seja, em nenhum momento ele se dirigiu aos seus apoiadores e cobrou respeito ao aliado. É assim que age os lideres que adotam posturas neutras em campanhas eleitorais.

A vaia a Fufuca aconteceu no início do seu discurso, quando ele mencionou o nome do presidente Lula. A convenção contava com uma base de apoio plural e heterogênea de Braide, incluindo setores conservadores e bolsonaristas que reagiram negativamente à menção ao chefe do executivo federal. O candidato pessedista, que posou recentemente com o deputado federal Rubens Júnior (PT) e eleitores lulistas para mostrar sua ‘neutralidade’ na disputa, permaneceu em silêncio hoje diante das vaias.

Lula já repudiou hostilidade

Liderar é proporcionar um ambiente no qual as pessoas possam agir com mais confiança, discernimento e responsabilidade. Foi exatamente isso que Lula conseguiu em duas ocasiões específicas, quando seus apoiadores agiram de forma hostil em eventos do governo com convidados presentes.

O primeiro ato ocorreu em julho de 2024, quando o presidente pediu respeito ao prefeito de Campinas, Dário Saadi (Republicanos), vaiado durante a entrega das obras do BRT na metrópole. Antes que Dário conseguisse falar, Lula interviu. “O prefeito é um convidado do governo federal para vir nesse negócio. Então, não é correto a gente convidar pessoas, a pessoa vir aqui e ser recebido dessa forma”. Saiba mais aqui.

No segundo episódio, em maio deste ano, durante cerimônia de lançamento dos investimentos da Petrobras em Sergipe, o presidente pegou o microfone para interromper as vaias dos participantes direcionadas ao senador Laércio Oliveira (PP-SE). O chefe do Executivo ressaltou que, mesmo se tratando de um parlamentar de oposição, o congressista estava lá a convite do governo, e deveria ser respeitado.

Confira o momento:

Comunicação ruim não trava apenas tarefas. Ela compromete confiança. Porque, quando a equipe ou o grupo não sabe exatamente o que fazer, passa a agir com medo de errar. E times que trabalham com medo dificilmente inovam, propõem ou crescem.

O silêncio de Braide frente à hostilidade em relação a Fufuca acabou agradando aos bolsonaristas e irritando os lulistas, que constituem a maior parte do eleitorado no estado. A falta de liderança, mesmo quando improvisada, foi evidenciada, e a convenção do PSD mostrou ao eleitorado maranhense exatamente o que a campanha braidista mais temia: a nacionalização da campanha estadual.

 

Blog do Isaias Rocha

Oligarquia é só para os outros? Márcio Jerry vê esposa confirmada como suplente ao Senado enquanto critica sucessão familiar

Enquanto intensifica o discurso contra a candidatura de Orleans Brandão, ao Palácio dos Leões, o deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) enfrenta um questionamento sobre a coerência da própria narrativa.

Isso porque o PCdoB confirmou, nos últimos dias, Joslene Rodrigues, a Lene Rodrigues, esposa de Márcio Jerry, como primeira suplente da senadora Eliziane Gama (PT) na disputa pela reeleição ao Senado. A decisão foi mantida pela direção estadual do partido, mesmo após divergências internas sobre a composição da chapa.

A escolha ocorre justamente no momento em que Jerry tem adotado um discurso contundente contra aquilo que classifica como “oligarquia familiar” na política maranhense, ao passo que fortalece a sua família e se aproxima de outras oligarquias pelo estado.

A situação, porém, abre espaço para uma inevitável comparação política.

Não é a primeira vez que pessoas da mesma família ocupam posições estratégicas ligadas ao deputado. Quando Márcio Jerry deixou a Secretaria de Estado das Cidades (Secid), durante o governo Flávio Dino, Lene Rodrigues assumiu o comando da pasta, reforçando a presença do núcleo familiar em cargos de relevância na administração estadual.

E agora, com a confirmação da primeira suplência ao Senado, volta à tona uma pergunta que já circula nos bastidores da política maranhense:

O discurso contra projetos familiares vale apenas para os adversários?

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