Bacabal: deputado Roberto Costa volta a cobrar que os imóveis do ‘Minha Casa, Minha Vida’ sejam entregues à quem precisa

Roberto destaca abertura do Shopping da Criança em Bacabal – Zeca SoaresNa sessão plenária desta terça-feira (2), o deputado Roberto Costa voltou a repercutir as irregularidades em dois conjuntos habitacionais do programa ‘Minha Casa, Minha Vida’, na cidade de Bacabal. O parlamentar já havia usado a tribuna em 15 de março para denunciar a falha no sistema de entrega de moradias nos residenciais Terra do Sol e José Lisboa II, uma vez que, segundo ele, entre 30% e 40% das casas estão desocupadas ou ocupadas ilegalmente.

“Visitamos os dois conjuntos habitacionais, na Terra do Sol, constatamos que cerca de 30% das casas estão desocupadas, já no Conjunto José Lisboa II, que é mais novo, há cerca de 40% das casas fechadas, pois as pessoas que conseguiram as chaves não moram nelas. Por algum motivo, criou-se um conjunto de aluguel e o objetivo do programa não é esse”, disse.

Ainda segundo ele, “o programa foi criado para atender o grande déficit habitacional do município com a finalidade de minimizar o sofrimento de toda uma população que padece com a falta de moradia ou que assumem altos aluguéis. Isso é um crime contra a população.”

O deputado já havia solicitado que a Caixa Econômica Federal fizesse um levantamento de dados e, hoje, voltou a cobrar da mesma o números de imóveis que estão inutilizados ou estão servindo para outros fins que não sejam para o exercício do direito fundamental à moradia.

Através do levantamento, o parlamentar também quer saber quem possui mais de uma, duas ou dez casas para aluguel, para que possam refazer esse modelo e dar o imóvel para quem realmente não tem casa na cidade de Bacabal.

“Não podemos admitir que essas casas, que foram construídas com recursos públicos, a fim de atender uma parcela importante da população, sirvam para pessoas com má intenção ganharem dinheiro de forma ilegal. A população tem o total direito de possuir o imóvel e viver livre de qualquer tipo de cobrança pela permanência no local. O objetivo está sendo totalmente desvirtuado”, completa Roberto.

“Mas a nossa luta continuará e esperamos que a Caixa Econômica Federal, ainda este mês de agosto, possa fazer um novo levantamento e devolver essas casas para a população que não possui uma residência, possa viver dentro da dignidade”, finaliza.

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