
O apoio à pré-candidatura de Orleans Brandão ao governo do Maranhão levou centenas de lideranças políticas – prefeitos, ex-prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e deputados – ao município de Açailândia, na noite desta sexta-feira (06), para mais um forte encontro político regional. Em todos os discursos, a defesa da continuidade de um governo verdadeiramente municipalista, que dialoga e trabalha em parceria para desenvolver o estado.
Acompanhado de todos os 17 vereadores de Açailândia, o prefeito Dr. Benjamin justificou o apoio à pré-candidatura de Orleans Brandão ao destacar que o Governo do Estado trabalha por toda a região. “Há um mês foi inaugurado o Hospital Macrorregional de Imperatriz, depois o nosso hospital regional e hoje a UPA. Não podemos correr o risco de eleger um governador que não nos dê acesso, que não seja municipalista, que não tenha o cuidado com os municípios como tem o Orleans Brandão. Nosso apoio é integral – vereadores, secretários e a população, todos nós caminharemos firmes com ele”, afirmou o prefeito de Açailândia, organizador do encontro.
Em todos os discursos, os prefeitos reconheceram a capacidade de diálogo e o empenho do secretário de Assuntos Municipalistas em buscar soluções no Governo do Estado para as necessidades da população. “Nunca tivemos um governo que olhasse tanto para os municípios, e em time que está ganhando não se mexe. Por isso, Senador La Roque está com Orleans Brandão”, enfatizou o prefeito Bartolomeu. “Orleans é o nosso interlocutor e pela primeira vez vemos tantas obras em nossas cidades. Ele será o melhor governador. Estamos juntos por um Maranhão sempre melhor”, declarou o prefeito de João Lisboa, Fábio Holanda.
Depois de agradecer pela presença das cerca de 1.500 pessoas que participaram do encontro organizado pelo prefeito de Açailândia, o pré-candidato a governador falou do trabalho realizado nos últimos três anos e da sua felicidade em ver sair do papel obras grandiosas, tidas como impossíveis, nas diversas regiões maranhenses. Ele fez questão de afirmar que a sua confiança na vitória não é somente pela força do seu grupo político, mas principalmente pelo carinho com que tem sido recebido pela população.
“Aceitei esse desafio e tenho certeza absoluta de que seremos vitoriosos. O Maranhão vai seguir com força, avançando com diálogo e muito trabalho, em parceria. As obras estão acontecendo, a vida das pessoas mudando em cada município maranhense. Para mim, cada prefeito, vice-prefeito e vereador são importantes, porque sei que querem melhorar a vida das pessoas”, afirmou.
Orleans Brandão disse que se dedicou de corpo e alma à missão de conhecer os municípios, dialogar com os gestores e com a população para entender os problemas de cada cidade. “Coloquei a minha vida e o meu coração nesse trabalho e é com muita felicidade que vemos o Maranhão avançando em infraestrutura, no combate à pobreza e na geração de emprego e renda. Apesar de novo, já fiz muita mais que muitos políticos mais velhos. E estou com gás para continuar trabalhando pelo desenvolvimento do Maranhão”.
O encontro contou com a participação dos prefeitos Dr. Benjamin (Açailândia0, Franklin Duarte (Bom Jesus das Selvas), Eustáquio Sampaio (Cidelândia), Léo Cunha (Estreito), Paula do Quininha (Itinga do Maranhão), Deoclides Macedo (Porto franco), Flávio Soares (Ribeirãozinho do Maranhão), Edinalva Brandão (São Francisco do Brejão), Antônio Coelho (Sítio novo), Bartolomeu (Senador La Roque) e Fábio Holanda (João Lisboa), além de vices-prefeitos e vereadores. Presentes também o deputado federal Duarte Jr e os deputados estaduais Antonio Pereira, Kekê Texeira e Júnior Cascaria.

No Twitter, Felipe Camarão abandonou o sonho de ser governador e embarcou no desejo de Eduardo Braide governar o Maranhão.
De pré-candidato ao Governo, Camarão é o novo líder governista de Eduardo Braide e empareda a Câmara Municipal para aprovar a LOA. Disse ele:
“Sobre a não aprovação do orçamento da prefeitura de São Luís… sugiro que apurem quem está por trás da ordem para os vereadores não aprovarem. Dica: não é o presidente Paulo Vitor. Outra dica: ninguém aguenta mais essa gente.”
A postagem, além de reforçar a defesa do prefeito, evidencia que nem mesmo Camarão acredita que sua candidatura é competitiva para o governo do Maranhão e demonstra para o PT que deseja implodir o partido por vingança motivada por insatisfações com o governador Carlos Brandão.
Ou seja, o movimento sinaliza que a pré-candidatura de Camarão ao governo do estado enfrenta desafios de viabilidade política e eleitoral.
Resta a humilhação de buscar alinhamento com Braide, movimento que contribuiu para a divisão da base petista no Maranhão.
Como Edinho, Zé Dirceu e Lula observam esse movimento?

É curioso observar: toda vez que Yglésio sobe à tribuna, a oposição parece obedecer a algum ritual silencioso e sai perfilada do plenário. Medo? Ordens supremas? Difícil dizer, mas o efeito é sempre o mesmo.
Nesta quinta-feira (05), no primeiro discurso do retorno legislativo, o “bicho-papão dos comunistas” pegou leve e usou o Grande Expediente para abrir o jogo. O que a oposição deixou de ouvir? Coisas como: críticas ao passado de Flávio Dino e aliados, alertas sobre ataques à liberdade de expressão, e uma distinção clara entre oposição responsável e oposição de birra, feita apenas para atrapalhar o trabalho do governo. Tudo isso ficou no ar… para quem estava disposto a ouvir.
Não há dúvida: o confronto virá. E quando vier, a oposição vai perder, seja no plenário ou correndo dele, para apenas um parlamentar. Um.
O presidente e o ex-ministro de Bolsonaro discutiram uma articulação eleitoral para o Senado, com possível neutralidade do PP na disputa presidencial
O presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), procurou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na antevéspera do Natal para discutir uma possível reaproximação política e negociar um acordo eleitoral no Piauí, estado governado pelo PT. O encontro ocorreu no dia 23 de dezembro, na Granja do Torto, em Brasília, e teve a participação do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), apontado como articulador da conversa, segundo a Folha de São Paulo.
Segundo relatos de participantes e de políticos envolvidos nas tratativas, a reunião — descrita como cordial — não foi registrada na agenda oficial de Lula e teria como objetivo reduzir tensões entre o presidente e o ex-ministro da Casa Civil do governo Jair Bolsonaro (PL). Ao final, de acordo com cinco pessoas ouvidas pela reportagem, Lula e Ciro chegaram a trocar gestos de afeto e sinalizações de reconciliação.
A movimentação teria sido motivada principalmente pela disputa ao Senado em 2026. Ciro Nogueira busca renovar seu mandato e tenta construir um cenário eleitoral que reduza obstáculos no estado, onde o PT mantém forte influência e onde haverá duas vagas em disputa. A proposta em negociação, conforme os relatos, envolveria o compromisso de Lula em apoiar enfaticamente apenas um candidato ao Senado: o senador Marcelo Castro (MDB). Com isso, a reeleição de Ciro ficaria mais viável, já que a segunda vaga poderia ser disputada com menos interferência direta do Planalto.
Um aliado de Nogueira confirmou o encontro e afirmou que o senador pretende que o governo federal e o PT não atrapalhem sua candidatura no Piauí. Em contrapartida, segundo essa versão, o presidente do PP sinalizaria neutralidade do partido na corrida presidencial, evitando uma aliança formal com o pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), adversário direto de Lula. Conforme a apuração, essa neutralidade seria uma forma de reduzir o alinhamento do PP ao bolsonarismo em nível nacional.
De acordo com os relatos, durante a conversa com Lula, o senador destacou sua proximidade com Hugo Motta, chegando a descrevê-lo como uma espécie de filho político. Também teria afirmado que manteve lealdade a Bolsonaro até o fim, mas que foi um dos primeiros a reconhecer publicamente a vitória de Lula em 2022, em um momento em que setores do bolsonarismo resistiam a admitir a derrota.
Aliados do presidente relataram que Lula demonstra simpatia pela proposta e que considera Ciro Nogueira uma figura com quem mantém boa relação pessoal. Um interlocutor do presidente, favorável ao acordo, afirmou que Lula “gosta de Nogueira”, segundo a reportagem.
Apesar disso, o movimento é considerado delicado. Ainda segundo a apuração, Ciro demonstrou preocupação com o risco de vazamento da reunião e, procurado pelo jornal, chegou a negar que tenha conversado com Lula. Mesmo assim, aliados do senador confirmaram que ele vem intensificando articulações políticas de olho nas eleições.
O presidente estadual do PT no Piauí, Fábio Novo, afirmou desconhecer a conversa, mas fez críticas ao histórico de Ciro com o partido. “Não temos o direito de errar uma terceira vez”, disse.
A possibilidade de acordo também esbarra em articulações já existentes no estado. O PT costura uma chapa que inclui o deputado Júlio César (PSD) como pré-candidato ao Senado. Uma mudança nesse arranjo poderia desagradar o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, com quem Lula busca manter boa relação.
O cenário eleitoral no Piauí favorece candidatos com apoio oficial do Planalto. Em 2022, Lula obteve 76,8% dos votos válidos no segundo turno contra Bolsonaro no estado. Ainda assim, aliados do presidente reconhecem que Ciro mantém influência local significativa, com apoio de diversos prefeitos — inclusive petistas. Um exemplo citado pela reportagem é o prefeito de Cajueiro da Praia (PI), Felipe Ribeiro (PT), que declarou apoio ao senador.
Após a derrota do PT na disputa presidencial de 2018, porém, Ciro se aproximou do bolsonarismo e assumiu a Casa Civil em julho de 2021, conduzindo o PP para uma posição alinhada ao governo Bolsonaro. Mesmo após Bolsonaro deixar o Planalto, o senador manteve o partido próximo ao ex-presidente e chegou a defender a candidatura do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) à Presidência.
Com Tarcísio decidido a permanecer em São Paulo, Ciro agora avalia como lidar com o nome indicado por Bolsonaro para 2026: Flávio Bolsonaro, senador pelo Rio de Janeiro. Segundo aliados citados pela reportagem, o presidente do PP chegou a cogitar ser vice de Tarcísio e também foi lembrado como possível vice de Flávio, mas essa possibilidade teria perdido força.
A reportagem aponta ainda que, diante das divisões internas do partido — que inclui uma ala simpática ao governo Lula e até um ministro — o PP pode optar por não apoiar formalmente o filho de Bolsonaro e liberar seus filiados para se posicionarem livremente na eleição presidencial.
O episódio envolvendo o vereador Edson Gaguinho, acusado de agredir o blogueiro Rafael da Juventude dentro da Câmara Municipal de São Luís, não é um fato isolado nem inédito na política brasileira. O caso guarda semelhança direta com o episódio protagonizado pelo deputado federal Glauber Braga, que empurrou um militante do MBL nas dependências da Câmara dos Deputados e quase perdeu o mandato por quebra de decoro parlamentar.
A diferença, até aqui, não está na gravidade do ato, mas na reação institucional. Em Brasília, houve representação, debate público, Conselho de Ética acionado e custo político real. Em São Luís, o que se vê é o oposto: silêncio absoluto da Câmara Municipal e nenhuma manifestação do presidente da Casa, Paulo Victor.
A acusação envolve agressão física dentro do prédio do Legislativo, local que deveria simbolizar debate, confronto de ideias e respeito às regras democráticas e não intimidação, nem força bruta contra comunicadores, blogueiros ou qualquer cidadão.
Se confirmados os fatos, a conduta de Edson Gaguinho extrapola o embate político e entra no terreno da quebra de decoro. E esse tipo de episódio não pode ser tratado como assunto menor, tampouco varrido para debaixo do tapete por conveniência corporativa.
O silêncio da Câmara Municipal de São Luís levanta uma pergunta incômoda, mas inevitável: haverá dois pesos e duas medidas? Parlamentares federais respondem por seus atos, enquanto vereadores contam com blindagem local?
Paulo Victor, como presidente da Casa, tem a obrigação institucional de se posicionar, esclarecer se haverá apuração interna e dizer se a Câmara aceita ou normaliza episódios de violência em seus corredores. O que está em jogo não é apenas o futuro político de um vereador, mas a credibilidade do Legislativo ludovicense.
Se em Brasília um empurrão quase custou um mandato, em São Luís o mínimo esperado é investigação, transparência e responsabilidade. O silêncio, nesse caso, é outro soco na liberdade de expressão e liberdade de imprensa e isso diz muito sobre o presidente e vereadores.
A gestão do prefeito Preto parece ter feito uma escolha clara: virar as costas para a educação, silenciar sobre escândalos e brincar de gestor enquanto professores acumulam prejuízos históricos. Em meio às denúncias da chamada máfia do Fundeb, a prefeitura adota o silêncio como política oficial. Quando o assunto é direito de servidor, a resposta é negação. Quando se trata de festa, o cofre público se abre sem pudor. R$ 1 milhão para um show de Léo Santana.
A incorporação do reajuste dos professores não é favor nem benefício extra. É um direito que vem sendo negado desde o reajuste nacional concedido no governo Jair Bolsonaro. À época, o então prefeito Carlinhos Barros, assessorado por pessoas que conheciam bem o impacto da decisão, escolheu pagar o reajuste como gratificação e não como salário base.
O efeito dessa manobra é cruel e permanente. Professores perderam reflexos em férias, décimo terceiro e progressões. O dano maior aparece no futuro, com aposentadorias menores e pensões reduzidas. A injustiça não atinge apenas quem está na ativa. Atinge também aposentados e pensionistas que hoje pagam a conta de decisões administrativas irresponsáveis.
O mais grave é que a atual gestão não apenas herdou o problema como decidiu mantê-lo. O prefeito Preto não apresenta solução, não abre diálogo e não demonstra qualquer interesse em corrigir o erro. A omissão virou método. E omissão também é decisão política.
Enquanto professores lutam para sobreviver com salários desvalorizados, a prefeitura anuncia gastos milionários com eventos. Fica a pergunta inevitável. Como pode não haver dinheiro para corrigir um direito básico da educação, mas haver R$ 1 milhão para um único show?
A contradição é ofensiva. Expõe uma gestão mais preocupada com palco, luz e aplausos do que com salário, aposentadoria e dignidade. O recado aos educadores é claro. Eles não são prioridade.
O silêncio sobre o Fundeb, a recusa em incorporar o reajuste e o desprezo pelos aposentados revelam um governo que prefere festa ao compromisso com a educação. Em Vargem Grande, quem ensina paga a conta, enquanto quem governa distribui ingresso.
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