O candidato ao Governo do Maranhão, Orleans Brandão, participou, na noite desta sexta-feira (18), do “Encontro com Amigos de Fábio Filho”, na comunidade da Liberdade, em São Luís, ao lado de lideranças, candidatos e apoiadores de seu grupo político.
O vereador Fábio Filho, anfitrião do evento, declarou apoio à candidatura de Orleans e destacou a parceria construída ao longo de seu mandato. Segundo ele, a atuação conjunta com o Governo do Estado foi fundamental para levar ações ao bairro. “A gente tem uma esperança em ti. A gente tem uma esperança que vai dar continuidade a esse trabalho. A gente tem certeza, meu irmão, que tu vai dar continuidade a esse trabalho”, afirmou.
O encontro também contou com a presença da candidata a deputada estadual Natassia Weba, do candidato a deputado federal Fábio Macedo e do candidato ao Senado Weverton Rocha.
Orleans lembrou que, durante o período em que esteve à frente da Secretaria de Assuntos Municipalistas, manteve diálogo permanente com vereadores e lideranças para viabilizar ações nos municípios e também em São Luís. “Eu não acredito em ninguém que faça as coisas sozinho. Eu acredito que, para a gente trazer as ações, trazer as obras, a gente precisa conversar com os vereadores, precisa conversar com os líderes”, afirmou.
Ao destacar a atuação de Fábio Filho na Liberdade, Orleans afirmou que pretende manter e ampliar a parceria com o vereador. “A mesma oportunidade que você teve com o Brandão, pode ter certeza, pode carregar no seu coração que eu vou fazer ainda melhor e nós vamos trabalhar muito juntos”, declarou.
Morador da região, Ayrton Ferreira destacou a atuação do candidato em defesa dos direitos da população LGBTQIA+. “Nós acreditamos que, com Orleans no governo, isso ampliará para melhorar a qualidade de vida das pessoas, principalmente das pessoas LGBTQIA+ dos municípios. Ele, inclusive, apoiou as nossas paradas anteriores e, como governador, com certeza, vai fazer um grande trabalho no enfrentamento à LGBTfobia”, afirmou.
Ao fim do encontro, Orleans pediu o apoio da comunidade da Liberdade e reforçou que pretende manter uma relação próxima com as lideranças locais e com a população. “Eu tô colocando meu nome à disposição do povo do Estado do Maranhão porque eu sei fazer o que eu já fiz como secretário, porque eu tenho muitos amigos ao meu lado para trabalhar pela Liberdade, para trabalhar com São Luís e por todo o Estado do Maranhão”, finalizou.
A movimentação do deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) por municípios onde a presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Iracema Vale, possui forte presença política chama atenção não apenas pela estratégia eleitoral, mas principalmente pelas companhias escolhidas pelo parlamentar.
Jerry, conhecido nacionalmente por sua militância à esquerda e atualmente filiado ao PCdoB, aparece politicamente ao lado do deputado estadual Aluízio Santos, do PL, sigla que nos últimos anos se tornou uma das principais forças políticas ligadas ao bolsonarismo no país. A aproximação expõe uma contradição que certamente não passará despercebida no debate eleitoral: na hora de buscar espaço político e votos, as diferenças ideológicas parecem ficar em segundo plano.
A estratégia passou por Urbano Santos, Belágua e São Benedito do Rio Preto, municípios onde Iracema Vale mantém histórica atuação e influência política. No caso de Urbano Santos, não se trata simplesmente de uma suposta “base eleitoral”, a própria trajetória pública da parlamentar está diretamente relacionada ao município. Iracema foi eleita vereadora da cidade em 2000, reeleita em 2004, tornou-se prefeita em 2012 e conquistou a reeleição em 2016.
Por isso, causa estranheza a tentativa de desembarcar na região já adotando discurso de enfrentamento contra uma liderança que construiu ali grande parte de sua carreira política.
A pergunta que fica para Márcio Jerry e Aluízio Santos é objetiva: qual é, concretamente, o histórico de atuação parlamentar dos dois em favor de Urbano Santos, Belágua e São Benedito do Rio Preto? Quais emendas, projetos, investimentos ou ações foram destinados especificamente para essas populações? Antes de atacar adversários locais, seria importante apresentar esse balanço aos moradores.
O contraste eleitoral também é relevante. Iracema Vale chegou à Assembleia Legislativa em 2022 como a deputada estadual mais votada de todo o Maranhão, com 104.729 votos, resultado que demonstra uma base eleitoral expressiva e não pode ser simplesmente ignorado por adversários.
A movimentação de Jerry também provoca outro questionamento político: como explicar ao eleitorado mais ideologizado do PCdoB uma aliança de conveniência com um parlamentar do PL justamente no momento em que se aproximam as eleições?
Na política, alianças são legítimas. O que merece cobrança é a coerência.
Se durante anos o discurso foi marcado pela oposição contundente ao campo político representado pelo PL, soa contraditório recorrer justamente a um integrante da legenda quando surge a necessidade de ampliar bases eleitorais no interior.
Mais do que discursos ou visitas em período pré-eleitoral, os moradores de Urbano Santos, Belágua e São Benedito do Rio Preto têm direito de saber quem efetivamente esteve presente, apresentou resultados e contribuiu para o desenvolvimento dos municípios ao longo dos anos.
É esse histórico e não apenas fotografias, discursos ou alianças circunstanciais que deverá ser colocado na balança pela população.

O relatório de inteligência da Polícia Federal que embasou as medidas de busca e apreensão relacionadas às reportagens do jornalista Luís Pablo afirma não haver indícios de que ele tenha cometido violação de sigilo funcional. O documento também diz não ser possível “apontar com máxima certeza” que o jornalista tenha recebido dinheiro para publicar matérias sobre o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). As informações são da jornalista Malu Gaspar.
Apesar das conclusões da PF, o ministro Alexandre de Moraes afirmou, ao autorizar as diligências, haver indícios relevantes da prática do crime de perseguição contra Dino. Para isso, citou uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que se posicionou favoravelmente às medidas.
Desde novembro de 2025, Luís Pablo publicou reportagens questionando o uso de um veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão por Flávio Dino e familiares. O ministro sustenta que não houve irregularidade. Em março deste ano, o jornalista foi alvo de uma operação determinada por Moraes, na qual foram apreendidos dois celulares, um notebook e um pen drive.
A análise dos equipamentos permitiu aos investigadores identificar o ex-secretário de Segurança Pública do Maranhão Raimundo Cutrim como fonte das informações. Mensagens examinadas pela PF mostram que Cutrim enviou imagens e documentos ao jornalista por meio do WhatsApp. O relatório também registra que os dois chegaram a se encontrar pessoalmente, mas não aponta participação de Luís Pablo em atos de perseguição.
Ao encaminhar o documento ao STF, o delegado Alberto Knoll diferenciou a atuação do jornalista da conduta atribuída à fonte. “Não se trata de acusar o jornalista do cometimento de tal crime, já que o mesmo, em tese, está acobertado pelo direito à liberdade de imprensa, amplamente reconhecido em nossos tribunais”, escreveu.
Em relação ao ex-secretário, o delegado afirmou que a conduta de um possível agente público que acessa dados restritos e os repassa irregularmente para publicação pode ser enquadrada no crime de violação de sigilo funcional, previsto no artigo 325 do Código Penal. A partir das informações obtidas na primeira operação, a PF solicitou uma nova ação de busca e apreensão contra Cutrim.
A investigação foi aberta a pedido de Flávio Dino. Inicialmente, o ministro Cristiano Zanin foi sorteado relator, mas o processo acabou redistribuído após o presidente do STF, Edson Fachin, considerar que o caso teria relação com os inquéritos das fake news e das milícias digitais, ambos sob a relatoria de Alexandre de Moraes.
Blog do Gilberto Léda
Sophia Barclay, conhecida como “Trans de Direita”, recebeu cerca de R$ 21 mil em auxílios desde 2018, segundo dados do Portal da Transparência
A candidata a deputada federal por São Paulo Sophia Barclay (PL) aparece desde 2018 como beneficiária de programas sociais do governo federal, embora tenha feito críticas públicas ao Bolsa Família e ao Gás do Povo nas redes sociais.
Conhecida nas redes como “Trans de Direita”, a influenciadora começou a receber o Bolsa Família em maio de 2018, quando tinha 18 anos e ainda vivia no Rio de Janeiro. Os pagamentos estavam vinculados ao Cadastro Único, sistema federal que reúne informações de famílias de baixa renda.
A contradição entre os registros oficiais e o discurso público da pré-candidata ganhou destaque porque, a partir de 2025, Barclay passou a produzir conteúdo político voltado à direita e a atacar o funcionamento de programas de assistência social. Em publicação feita no X em 11 de setembro de 2025, ela escreveu:
De acordo com os dados citados pela reportagem, dias depois da publicação, ainda em setembro, Barclay recebeu R$ 600 do Bolsa Família.
As críticas continuaram em 2026. Em julho, ela publicou um vídeo no Instagram questionando o programa Gás do Povo:
“Por que ao invés de aplicar auxílio, não diminui o valor do gás? Não! Mete auxílio e aumenta o imposto. E no final de tudo quem paga por isso? O próprio povo”
Durante a pré-campanha, Barclay também defendeu mudanças nas regras do Bolsa Família. A proposta apresentada por ela previa que beneficiários considerados “saudáveis” e sem filhos menores prestassem serviços comunitários para continuar recebendo o auxílio.
“Não é justo que apenas o trabalhador sustente essa conta. Beneficiários do Bolsa Família que não possuem filhos menores também precisam contribuir com trabalho e serviços comunitários. Bolsa Família não é aposentadoria”
Ao Metrópoles, a assessoria de Sophia Barclay afirmou que a candidata não é contra programas de assistência social. Segundo a equipe, ela defende que os auxílios sejam voltados a quem está em situação de vulnerabilidade, mas não funcionem como renda permanente.
Sobre os registros no Bolsa Família e no Gás do Povo, a assessoria afirmou que Barclay ficou surpresa ao saber que aparecia como beneficiária. A equipe disse ainda que a presença do nome dela nos cadastros teria ocorrido porque ela consta no CadÚnico de um familiar.
O governador Carlos Brandão (MDB) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar suspender o inquérito policial instaurado por determinação do ministro Flávio Dino e retirar da Corte a supervisão da investigação que o envolve no chamado “Caso Tech Office”.
Na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 1.351, a defesa sustenta que o Superior Tribunal de Justiça (STJ), e não o Supremo, é o órgão competente para conduzir investigações criminais envolvendo governadores.
Argumento parecido já havia sido utilizado por advogados do governador em uma nota emitida à imprensa na segunda-feira, 17.
O procedimento questionado foi aberto a partir de uma decisão proferida por Dino na ADI nº 7.780, que discute regras da Assembleia Legislativa do Maranhão para a escolha de integrantes do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA). Durante a tramitação da ação, documentos apresentados pela advogada Clara Alcântara Botelho Machado levaram o ministro a determinar a extração de cópias e o envio do material à Polícia Federal para apuração de possíveis irregularidades (saiba mais aqui e aqui).
A investigação passou a tramitar no STF por meio da Petição nº 14.355, sob a relatoria do próprio Flávio Dino. Segundo a ação apresentada por Brandão, a medida foi tomada de ofício, sem provocação da Procuradoria-Geral da República (PGR), e envolve fatos atribuídos ao governador do Maranhão.
Os advogados argumentam que a Constituição estabelece a competência do STJ para processar e julgar governadores nos crimes comuns. Para a defesa, essa atribuição também alcança a autorização e a supervisão de atos realizados durante a fase de investigação.
A ação sustenta ainda que a determinação teria violado o princípio do juiz natural, o devido processo legal e o sistema acusatório, que separa as funções de investigar, acusar e julgar. Na avaliação da defesa, uma eventual notícia de crime surgida durante a tramitação de um processo no STF deveria ter sido encaminhada à PGR, a quem caberia avaliar a necessidade de provocar o tribunal competente.
Brandão já havia apresentado, em agosto de 2025, um agravo contra a decisão de Dino. De acordo com a nova ação, o recurso permanece sem julgamento há mais de um ano, apesar de pedidos para que fosse incluído na pauta do colegiado. Nesse período, a investigação continuou em andamento.
Em caráter liminar, o governador pede a suspensão da decisão que determinou a abertura do inquérito e a paralisação de diligências, medidas restritivas e outros atos investigatórios. Alternativamente, solicita que o STF deixe imediatamente a supervisão do caso e encaminhe o material à PGR ou ao STJ.
No julgamento definitivo, a defesa requer que sejam anulados os atos decisórios praticados no âmbito do Supremo, especialmente aqueles que tenham imposto restrições aos direitos do governador. Os advogados ressaltam que o pedido não busca impedir a apuração dos fatos, mas transferi-la para o órgão que consideram constitucionalmente competente.
Blog do Gilberto Léda
Essa pergunta não é para apontar dedos. É para lembrar algo que deveria ser básico na política: depois do voto, o povo não pode ficar sozinho.
Mandato não é para distanciar. É para aproximar. Não é gabinete fechado, nem presença apenas em época de eleição. Mandato é ouvir, dar satisfação e continuar acessível às comunidades que confiaram em você.
Eu não acredito em promessa fácil, espetáculo ou demagogia. Acredito em uma relação em que o eleitor possa cobrar, ser ouvido e saber onde encontrar o seu deputado.
Porque quero que, daqui a quatro anos, quando alguém perguntar em quem você votou, você não precise fazer esforço para lembrar.
Eu sou RUI JORGE. O seu deputado estadual. 15.345
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