Aliado político do pré-candidato ao Governo, Eduardo Braide (PSD), o deputado federal Paulo Marinho Júnior (PL-MA) votou contra a PEC que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas na Câmara dos Deputados.
A proposta foi aprovada em dois turnos nesta quarta-feira (27) e agora segue para o Senado.
Paulo Marinho Júnior aparece na lista dos parlamentares que votaram contra o texto ao lado de nomes ligados à ala mais ideológica da direita e da extrema direita nacional, como Julia Zanatta, Zé Trovão e Caroline De Toni, todos do PL.
O movimento reforça críticas de adversários de Braide de que o prefeito vem se aproximando cada vez mais de setores da extrema direita e de pautas consideradas contrárias aos interesses dos trabalhadores.
Nos bastidores da política maranhense, a votação passou a ser usada como exemplo desse alinhamento político e ideológico do grupo do ex-prefeito de São Luís.

O pré-candidato a governador do Maranhão Orleans Brandão destacou o compromisso com o desenvolvimento de Tutóia e a continuidade das ações que vêm transformando o Maranhão durante o encontro político realizado no início da manhã desta quarta-feira (27), no município. O evento, promovido pela presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputada Iracema Vale, reuniu lideranças políticas, comunitárias e representantes de diversos segmentos da região em uma forte demonstração de apoio ao projeto liderado por Orleans Brandão.
Recebido com entusiasmo pela comunidade, Orleans destacou que tem percorrido o Maranhão ouvindo a população, dialogando com lideranças e trabalhando para construir soluções que melhorem a vida das pessoas.
“Eu tenho usado a minha juventude como combustível para andar esse estado, conversar com as pessoas e entender os problemas de cada município. Os melhores anos da minha vida eu estou dedicando ao Maranhão. Já fizemos muito, mas eu acredito que ainda podemos fazer muito mais por Tutóia e por todo o nosso estado”, afirmou Orleans..
Durante o encontro, o pré-candidato destacou importantes ações desenvolvidas em parceria com o governador Carlos Brandão, como o programa Maranhão Livre da Fome, a expansão da rede de hemodiálise, investimentos em educação, regularização fundiária e obras de infraestrutura em diversas regiões do estado. Em Tutóia, ele relembrou conquistas como a pavimentação asfáltica, melhorias na estrada do Porto de Areia, a reforma do cais e a implantação do Viva/Procon.

“Hoje eu ando de cabeça erguida porque tenho serviço prestado por Tutóia. Tudo isso foi construído com diálogo, parceria e compromisso com a população. E podem ter certeza de que vamos continuar avançando”, ressaltou ele.
*Continuidade*
Ao apresentar Orleans Brandão como nome preparado para dar continuidade ao atual modelo de gestão, a deputada Iracema Vale destacou a experiência do pré-candidato e sua capacidade de diálogo com os municípios maranhenses.
“Estamos discutindo quem tem preparo, conhecimento e capacidade para governar o Maranhão. E Orleans conhece os municípios, conhece os problemas da população e participou diretamente da construção de programas e obras importantes para o nosso estado”, afirmou Iracema Vale.
As manifestações de apoio reforçaram o crescimento da pré-candidatura de Orleans Brandão na região e destacaram a defesa da continuidade de um governo voltado para o diálogo, os investimentos nos municípios e o cuidado com as pessoas.

“Eu tenho convicção do trabalho que já realizamos, mas também tenho a certeza de que o Maranhão ainda pode avançar muito mais. E é com trabalho, diálogo e compromisso com as pessoas que nós vamos continuar construindo um estado mais forte e mais justo para todos”, finalizou ele.

A crise entre a Câmara Municipal de São Luís e o Executivo interino começa a ganhar contornos políticos mais profundos do que apenas a ausência de secretários em convocações oficiais.
O discurso duro do vereador Raimundo Penha, nesta terça-feira (26), expôs um sentimento que já circula nos bastidores da própria gestão: a percepção de que a prefeita em exercício, Esmênia Miranda, ainda não conseguiu imprimir autoridade sobre a máquina administrativa e segue dependente da estrutura política e dos indicados ligados ao ex-prefeito Eduardo Braide e pré-candidato ao Governo.
Nos corredores da Secretaria Municipal de Saúde (Semus), os comentários são de que a cadeia de comando continua exatamente a mesma, sem qualquer participação efetiva da atual prefeita nas decisões estratégicas da gestão. A avaliação, compartilhada inclusive por vereadores da base, é de que os auxiliares indicados por Braide seguem operando como se nada tivesse mudado, ignorando não apenas a titularidade de Esmênia, mas também a relação institucional com a Câmara Municipal.
Foi nesse contexto que Raimundo Penha subiu à tribuna para cobrar respeito às prerrogativas do Legislativo. Irritado com o não comparecimento das titulares da Semus e da SMTT, o vereador afirmou que “até a Copa do Mundo já convocou”, mas a Câmara não consegue fazer com que secretários prestem esclarecimentos.
O discurso ganhou apoio de parlamentares da base e da oposição, além do próprio presidente da Casa, Paulo Victor, que ameaçou acionar a Procuradoria da Câmara caso as ausências persistam.
O episódio acendeu um alerta político dentro do Palácio La Ravardière.
A ausência dos secretários passou a ser interpretada não apenas como desgaste administrativo, mas como demonstração de que a gestão interina não consegue estabelecer autoridade sequer sobre o primeiro escalão. Os vereadores já começam a tratar o episódio como uma evidência pública da dependência política e administrativa de Esmênia em relação ao núcleo duro do pré-candidato ao governo do Maranhão, Eduardo Braide.
A situação se agrava porque a crise ocorre justamente em áreas sensíveis da administração, como Saúde e Transporte. No caso da Semus, Raimundo Penha ainda aproveitou para cobrar explicações sobre o contrato superior a R$ 600 mil para compra de papel, ironizando a destinação do material e insinuando necessidade de maior transparência nos gastos da pasta.

A pesquisa INOP/Jornal Pequeno de intenções de votos divulgada nesta quarta-feira, 27, também levantou o cenário da disputa pelo Senado Federal no Maranhão.
A consulta mostra liderança da deputada federal Roseana Sarney, com 23,25% das intenções de voto, seguida pelo senador Weverton Rocha, que aparece com 13,80%. O deputado federal Duarte Júnior tem 12,75%, enquanto o ministro André Fufuca registra 10,65%.
Também foram citados Roberto Rocha, com 9,49%; Eliziane Gama, com 6,04%; Pedro Lucas, com 3,11%; Dr. Hilton Gonçalo, com 2,32%; Simplício Araújo, com 0,67%; e Antonia Coriongo, com 0,15%. Um total de 8,81% não soube ou preferiu não responder.
Os números assemelham-se aos apresentados no fim de semana pela pesquisa Econométrica (reveja).
A pesquisa INOP/Jornal Pequeno está registrada sob o protocolo MA-09910/2026. O levantamento ouviu 2.667 eleitores entre os dias 18 e 26 de maio de 2026. A margem de erro é de 2,98 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Blog do Gilberto Léda
Daniel Silveira, secretário de Administração de Codó, ‘triplicou’ rendimento mesmo em situação de “incompatibilidade” para exercer a profissão
Há explicações que podem convencer um juiz. Outras, quem sabe, sejam suficientes para agradar a um cliente. E há aquelas que não aparentam ter o objetivo de convencer alguém, mas sim de medir até onde o público aceita ser tratado como tolo. É o caso envolvendo o secretário de Administração de Codó, Daniel Silveira. Embora a advocacia seja incompatível com o exercício de um cargo público, isso não o impediu de triplicar seus rendimentos, mesmo sem poder atuar na profissão.
Na semana passada, revelamos que, mesmo em situação de “incompatibilidade” para exercer a profissão, Silveira faturou R$ 143 mil com um contrato anual mantido pelo Instituto Municipal de Aposentadorias e Pensões (IMAP), autarquia responsável pela gestão da previdência dos servidores públicos municipais de Vargem Grande.
Hoje, contudo, surge mais uma descoberta: o escritório do secretário codoense aparece citado no escândalo da máfia do Fudenb que impactou o município vargem-grandense. De acordo com extratos do Banco do Brasil, a banca aparece com dois pagamentos no valor de R$ 40 mil em 29 de abril, totalizando R$ 80 mil em um único dia.
Pagamento contraria STF
O aspecto que desperta curiosidade é o fato de que o pagamento realizado com as verbas do Fundeb contraria entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o posicionamento da Corte, não é permitido utilizar recursos desse fundo para custear honorários de advogados que atuaram em ações envolvendo a cobrança das diferenças do principal mecanismo de financiamento da educação pública no Brasil.
Ao enfrentar matéria no julgamento da ADPF 528, os ministros fixaram entendimento vinculante sobre a absoluta impossibilidade de se utilizar recursos do fundo para adimplemento de honorários contratuais. Na ocasião, a Corte foi enfática ao declarar que tal prática configura desvio de verbas constitucionalmente vinculada, permitindo-se o pagamento de honorários apenas sobre a parcela correspondente aos juros de mora incidente sobre precatórios, o que não se aplica no caso envolvendo o escritório do secretário codoense.

A liderança de Orleans Brandão (MDB), com 40,38% das intenções de voto, na disputa pelo governo do Maranhão é confirmada na pesquisa INOP/Jornal Pequeno, divulgada nesta terça-feira (26). Também no cenário estimulado, o segundo colocado é Eduardo Braide (PSD), com 40,27%, configurando empate técnico.
Na sequência, ainda na pesquisa estimulada, estão Lahesio Bonfim (Novo), com 9,04%, Felipe Camarão (PT), que tem 4,95% e André Luis, com 0.37%. O percentual de nulo é de 0,86% e um total de 4,13% não sabem ou não responderam.
Já no cenário espontâneo, o empate técnico persiste, com Orleans Brandão alcançando 27,45% contra 29.32% de Eduardo Braide. O terceiro colocado é Lahesio Bonfim, que tem 6,11%, e é seguido por Felipe Camarão, com 2,81%. O senador Weverton Rocha (PDT), que é pré-candidato à reeleição, foi citado por 0,04%. Além disso, 34,27% disseram não saber ou não opinaram.
Os dados do levantamento refletem as ações dos pré-candidatos neste período. Orleans focou em atos no interior e vem ganhando adesões em bairros da capital, o que pode ser comprovado pelos números do levantamento, que confirma a desaceleração da pré-candidatura de Eduardo Braide, que já enfrenta reclamações de novos aliados.
No comparativo com o último levantamento do INOP, a nova pesquisa confirma a manutenção da curva de crescimento de Orleans Brandão. Em cenário estimulado, o emedebista ficou em primeiro lugar, com 41,27% das intenções de voto, seguido por Braide, com 38,60%. Na sequência, apareciam Lahesio Bonfim, com 10,39%, e Felipe Camarão, com 4,17%.
Senado
Para o Senado, a INOP/Jornal Pequeno também confirma a liderança da deputada federal Roseana Sarney, com 23,25% da preferência do eleitorado, e do senador Weverton Rocha, que tem 13,80% das intenções de voto. Também foram citados Duarte Junior (12,75%), André Fufuca (10,65%),;Roberto Rocha (9,49%), Eliziane Gama (6,04%), Pedro Lucas (3,11%), Dr. Hilton Gonçalo (2,32%), Simplicio Araújo (0,67%) e Antonia Coriongo (0,15%). Percentual de 8,81% não soube ou não quis opinar.
O levantamento INOP/Jornal Pequeno, registrado sob o protocolo MA-09910/2026, ouviu 2.667 pessoas no período de 18 a 26 de maio de 2026. A margem de erro estimada é de 2,98%, para mais ou para menos, com grau de confiabilidade de 95%.
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