
O pedreiro Edimar Rocha Martins, de 49 anos, viajou mais de 2 mil quilômetros de ônibus, de Imperatriz, no Maranhão, a Belo Horizonte, para encontrar uma mulher que conheceu nas redes sociais. Ao chegar à capital mineira, no domingo (11), descobriu que a personagem, apresentada como Jéssica Oliveira e Jessica Fazendeira, havia sido criada por inteligência artificial.
Edimar contou que mantinha conversas privadas com o perfil e acreditava que encontraria a mulher, embora não tivesse um endereço. Em Belo Horizonte, passou a mostrar fotos da personagem a pessoas nas ruas e procurou uma rádio para pedir ajuda.
“Eu já andei com várias fotos, mostrando e perguntando se alguém conhecia essa pessoa e todos falaram que não. Então, eu me senti enganado”, relatou.
Segundo o pedreiro, o perfil não pediu dinheiro e chegou a oferecer ajuda para custear a viagem.
Sem encontrar a mulher, Edimar procurou a Unidade de Acolhimento e Atendimento ao Migrante da Prefeitura de Belo Horizonte. A Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos informou que ofereceu banho, alimentação e orientações sobre os riscos nas redes sociais.
A prefeitura também emitiu uma passagem para Augustinópolis, no Tocantins, cidade onde Edimar nasceu. Ele embarcou para o município nesta terça-feira (13).
Blog do Gilberto Léda

O MDB do Maranhão confirmou apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT.
Presidentes de dez diretórios regionais assinaram manifesto selando total apoio a renovação do mandato do petista.
O partido no Estado é presidido pelo empresário Orleans Brandão, que ficou em segundo lugar na disputa pelo comando do Palácio dos Leões.
Orleans, vale destacar, passou todo o primeiro turno defendendo a reeleição de Lula, mesmo diante de um cenário no qual o chefe do Palácio do Planalto se submeteu a interferências “supremas”.
Além do Maranhão, também confirmara posicionamento pró-Lula os diretórios do Amazonas, Alagoas, Bahia, Ceará, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraíba e Rondônia.
Outros 17 diretórios bateram o martelo a favor da candidatura do senador Flávio Bolsonaro, do PL.
Proposta em análise nesta quarta-feira reduz a jornada de 44 para 40 horas; senadores articulam promulgação antes do segundo turno

O Senado deve votar nesta quarta-feira (14), em dois turnos, a proposta de emenda à Constituição (PEC) que encerra a escala 6×1, assegura duas folgas remuneradas por semana e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas.
A expectativa de votação depende do encerramento da quinta e última sessão de discussão prevista para o primeiro turno. Para realizar também a segunda votação nesta quarta, os senadores precisarão dispensar ou encurtar os prazos regimentais.
Pelas regras do Senado, deve haver um intervalo de cinco dias úteis entre os turnos, além de outras três sessões de discussão. Um requerimento dos parlamentares pode acelerar esse procedimento e viabilizar a análise das duas etapas no mesmo dia.
O texto recebeu aprovação da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em 2 de setembro. A proposta altera a Constituição para estabelecer o limite de 40 horas de trabalho por semana e garantir dois dias de descanso remunerado, um deles preferencialmente aos domingos.
A implementação está dividida em duas etapas. O cronograma prevê que, em dois meses, a jornada semanal passe de 44 para 42 horas, já com direito aos dois dias de repouso remunerado.
Um ano depois desse período inicial de dois meses, o limite cairá para 40 horas semanais. Assim, a redução da carga horária será progressiva, enquanto a ampliação das folgas está prevista para a primeira etapa.
A primeira sessão de discussão da PEC ocorreu em 6 de outubro, dois dias depois do primeiro turno das eleições. Desde então, a proposta passou a integrar as articulações do Senado na reta final da disputa eleitoral.
Segundo o g1, a maioria dos senadores do PL não participou daquela sessão, e aliados do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) tentaram esvaziar o debate.
A reportagem também cita uma proposta alternativa apresentada por Marinho, que permite diminuir a jornada com redução proporcional do salário. Já o texto previsto para votação estabelece a redução do limite semanal de trabalho e a garantia de dois dias de descanso remunerado.
A eleição de Cricielle Muniz (PT) para a Assembleia Legislativa do Maranhão fortalece seu nome para uma possível disputa pela Prefeitura de São Luís em 2028. Com 85.630 votos no estado, sendo 36.440 na capital, a deputada eleita ficou na quarta posição entre as candidaturas a deputado estadual e demonstrou expressivo respaldo na cidade onde construiu sua história.
Mulher preta, vinda da periferia de São Luís, Cricielle fez história ao se tornar a primeira mulher preta eleita para a Assembleia Legislativa maranhense. Sua conquista amplia a representatividade e destaca uma trajetória ligada à educação, à inclusão e à igualdade de oportunidades.
Antes da vitória nas urnas, ganhou projeção como diretora-geral do Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA). Durante sua gestão, a instituição expandiu o ensino técnico e integral, chegando a 58 unidades em 44 municípios, com oportunidades de formação para jovens de diferentes regiões.
A experiência administrativa, somada à votação na capital, responsável por mais de 42% dos votos recebidos, oferece uma base relevante para novos desafios políticos.
Esses elementos credenciam Cricielle a participar do debate sobre a sucessão municipal de 2028. Uma eventual candidatura dependerá de sua decisão, das articulações partidárias e da atuação no mandato, mas o resultado das urnas já lhe garante espaço entre os nomes com potencial para disputar o futuro de São Luís.
Presidente reduz diferença de seis para dois pontos percentuais e esquenta a disputa presidencial a menos de duas semanas da votação
O presidente Lula (PT) subiu dois pontos percentuais em cinco dias e alcançou 49% das intenções de voto em votos válidos para o segundo turno das eleições, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) oscilou dois pontos para baixo e registra 51%, aponta pesquisa do instituto PoderData/Aya divulgada nesta terça-feira (13). Com uma margem de erro de 1,8 ponto percentual para mais ou para menos, os dois candidatos aparecem tecnicamente empatados na corrida do segundo turno, segundo dados divulgados pelo portal Poder360.
A reação do presidente ocorre após movimentos de mobilização política e engajamento digital. Para reverter o quadro desfavorável deixado pela primeira etapa da eleição, a campanha de Lula acionou uma força de mobilização composta por novos parlamentares eleitos e apoio de artistas nas redes sociais. O movimento incluiu o fortalecimento de conteúdos nas plataformas digitais e manifestações nas ruas, como os atos ocorridos no domingo (11) e na segunda-feira (12) em São Paulo, na Avenida Paulista, focados na defesa da soberania nacional e da democracia.
Apesar da recuperação de Lula na intenção de votos válidos, os índices de rejeição permaneceram estáveis. A parcela do eleitorado que afirma não votar no atual presidente “de jeito nenhum” mantiveram-se em 46%. Por outro lado, a rejeição a Flávio Bolsonaro apresentou variação de um ponto percentual, passando de 43% para 44%.
A avaliação sobre o atual governo mantém-se majoritariamente crítica na amostragem geral. De acordo com o levantamento, 50% dos entrevistados desaprovam o desempenho de Lula à frente da Presidência da República, enquanto 44% aprovam e 6% não souberam responder. Os números de avaliação da administração federal espelham o mesmo resultado: 50% de desaprovação e 44% de aprovação.
O levantamento do PoderData/Aya entrevistou 3 mil pessoas por meio de ligações telefônicas fixas e móveis, abrangendo 686 municípios nas 27 unidades da Federação. A pesquisa possui intervalo de confiança de 95% e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-01209/2026.

O deputado federal Hildo Rocha (MDB) anunciou, nesta segunda-feira (12), seu voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais. Ao justificar sua decisão, o parlamentar destacou ações sociais e econômicas associadas ao governo petista e afirmou que as propostas de Flávio Bolsonaro não correspondem à realidade brasileira.
Em sua declaração, Hildo Rocha citou iniciativas relacionadas à habitação, ao abastecimento de água potável, ao incentivo ao empreendedorismo urbano e rural e à reforma tributária. O deputado também ressaltou a importância de políticas públicas voltadas à população de menor renda.
“De um lado, a conquista da casa própria, a água potável nas torneiras, todos os dias, o incentivo ao empreendedorismo urbano e rural, a implementação tranquila de um novo sistema tributário que é justo, onde os ricos pagarão mais, enquanto os pobres terão a devolução dos impostos sobre o consumo, o fortalecimento da máquina do Estado para quem mais precisa. Do outro, propostas que não se adequam à nossa realidade. Por esses e outros motivos, Hildo Rocha vota Lula, presidente. Lula é 13!”, declarou o parlamentar.
Hildo Rocha já ocupou o cargo de secretário-executivo do Ministério das Cidades no início do governo Lula e tem atuação na articulação de projetos federais destinados ao Maranhão.
Apoios no Maranhão
No cenário político maranhense, Hildo Rocha integra o grupo de parlamentares que declararam apoio à candidatura de Lula. Segundo levantamento feito pelo blog, também manifestaram apoio ao presidente André Fufuca (PP), Juscelino Filho (PSDB), Rubens Pereira Júnior (PT) e Márcio Jerry (PCdoB).
Por outro lado, manifestaram apoio público a Flávio Bolsonaro o senador eleito Lahésio Bonfim (Novo), o deputados federais reeleitos Pedro Lucas Fernandes (União Brasil), Aluisio Mendes (RP) e os eleitos Aldir Júnior (PL) e Mariana Carvalho (PL).
Blog do Thales Castro
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