
A sessão da Assembleia Legislativa desta semana escancarou um episódio de descontrole protagonizado pelo deputado Rodrigo Lago, que partiu para o ataque contra o vice-presidente da Casa, Antônio Pereira, a quem chamou de “covarde” em pleno plenário.
Durante a condução dos trabalhos, Lago não apenas elevou o tom, como utilizou o expediente de confronto direto para pressionar a Mesa Diretora, cobrando para além do que estabelece o Regimento Interno. No mesmo movimento, cobrou o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, deputado Neto Evangelista, ampliando o clima hostil dentro da Casa.
O episódio ocorreu durante discussão sobre o andamento da sessão e um pedido de minuto de silêncio, mas rapidamente deixou de ser um debate para se transformar em confronto político carregado de mágoas.
A postura do parlamentar reforça a avaliação de que a ansiedade tem tomado conta das pautas encabeçadas por Rodrigo Lago, que, diante das dificuldades de retornar à Assembleia Legislativa, tem recorrido cada vez mais ao tensionamento e ao ataque gratuito como estratégia.
O resultado é um ambiente mais conflagrado no plenário e um deputado que, a cada novo episódio, parece se afastar do equilíbrio esperado no exercício do mandato.

O governador Carlos Brandão reforçou as novas medidas anunciadas ao alívio financeiro da população maranhense, entre elas a isenção automática do IPVA para motocicletas de até 170 cilindradas e a possibilidade de isenção do licenciamento anual.
A iniciativa deve beneficiar mais de 600 mil trabalhadores em todo o estado.
Para ter acesso ao licenciamento, o veículo deve ser movido a combustão interna, estar registrado no Maranhão. Além disso, o proprietário precisa possuir habilitação na categoria A ou combinada e não ter cometido infrações de trânsito no ano de 2025.
Brandão também lembrou da prorrogação, até o dia 30 de abril, do prazo para adesão ao Refis do ICMS. O programa oferece descontos de até 95% em juros e multas para contribuintes que desejam regularizar débitos fiscais.
Outro ponto destacado pelo governador foi o impacto das medidas tributárias adotadas pelo Estado sobre o custo de vida da população. Segundo dados do Dieese, São Luís registrou, em março de 2026, o menor aumento da cesta básica entre as capitais brasileiras. O resultado é atribuído à redução do ICMS sobre produtos da cesta básica, que caiu de 12% para 8% em janeiro de 2025.
“Essas ações são fruto de um trabalho sério para aliviar o bolso de quem mais precisa”, disse Brandão em vídeo publicado nas redes sociais.
As iniciativas reforçam a política do Governo do Maranhão de incentivo à economia, apoio aos trabalhadores e fortalecimento do poder de compra das famílias maranhenses.

A pré-candidatura de Orleans Brandão ao governo do Maranhão segue ampliando apoios entre prefeitos e lideranças de diversas regiões. Nesta quarta-feira (22), ele dialogou com representantes de Paraibano, Gonçalves Dias e São José dos Basílios, dando continuidade às escutas voltadas ao fortalecimento do municipalismo no estado.
Orleans conversou com a prefeita de Paraibano, Vanessa Furtado, sobre parcerias e projetos para a cidade e para os municípios do Sertão Maranhense. Também se reuniu com Valdison Dias, de Gonçalves Dias, e Farinha Paé, de São José dos Basílios.
O movimento tem se repetido em diferentes regiões e evidencia a marca da pré-campanha de escuta ativa e o diálogo direto com quem vive a realidade dos municípios. Ao priorizar o contato com lideranças locais e com a população, Orleans constrói um projeto alinhado às demandas reais de cada região.
Essa postura tem sido vista como um diferencial. Em vez de promessas genéricas, ele aposta na proximidade e na construção conjunta de soluções, fortalecendo a confiança e ampliando pontes com gestores municipais.
Como resultado, o número de apoios cresce de forma consistente. Lideranças de diferentes correntes políticas têm aderido ao projeto, impulsionadas pela capacidade de articulação e pelo perfil dialogador de Orleans, consolidando sua pré-candidatura em todo o Maranhão.

A Prefeitura de Icatu, sob a gestão do prefeito Walace Azevedo, homologou o resultado da Concorrência Eletrônica nº 004/2026, garantindo a retomada da construção de duas quadras poliesportivas nos povoados Baiacuí e Sertãozinho. As obras, iniciadas em administrações anteriores, estavam paralisadas há anos e agora recebem novo impulso com investimento de R$ 1.704.683,34.
O processo licitatório foi adjudicado à empresa JB Construções e Incorporações LTDA, seguindo os critérios estabelecidos pela Lei nº 14.133/2021, que rege as contratações públicas no país.
Além das quadras, outras obras importantes também ficaram inacabadas nas gestões dos ex-prefeitos Dunga e Juarez Lima, como unidades escolares nos povoados Jussatuba, Sertãozinho e Santa Isabel. Apesar de iniciadas à época, essas construções não foram concluídas, deixando comunidades sem acesso pleno a estruturas essenciais de educação e esporte.
A atual gestão conseguiu, no ano passado, repactuar junto ao FNDE os convênios dessas obras, permitindo que os projetos fossem retomados e finalmente encaminhados para conclusão. A medida demonstra articulação administrativa e compromisso com a recuperação de investimentos públicos que estavam parados.
A retomada dessas construções representa mais do que a continuidade de obras, simboliza uma mudança de postura administrativa, focada em resolver pendências herdadas e garantir melhores condições para a população.
Com as ações em andamento, Icatu avança na reestruturação de sua infraestrutura educacional e esportiva, com expectativa de que os espaços, após concluídos, atendam às demandas históricas das comunidades beneficiadas.
Na noite de segunda-feira, 23 de abril de 2012, o jornalista e blogueiro Décio Leite de Sá, de 42 anos, foi assassinado com cinco tiros de pistola ponto 40 por Jhonatan de Sousa Silva, de 24 anos. O crime aconteceu no Bar e Restaurante Estrela do Mar, localizado na Praia de São Marcos, às margens da Avenida Litorânea.
O pistoleiro desceu de uma motocicleta, atravessou a pista e foi até o Bar Estrela do Mar, onde o jornalista esperava um amigo para jantar. Um garçom informou que o assassino se deu ao trabalho de ir ao banheiro, parra se certificar de que era mesmo o jornalista. Ao sair do banheiro, próximo da mesa onde Décio se encontrava, o assassino disparou seis tiros, dos quais cinco alvejaram a vítima.
Na época, o crime obteve ampla repercussão, com manifestação de pesar de entidades como a Comissão de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Associação Nacional dos Jornais (ANJ) e Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).
Dos 12 acusados de participar direta e indiretamente da trama que resultou na morte do jornalista, dois foram logo julgados. O assassino confesso Jhonathan de Sousa Silva, condenado a 25 anos de prisão em regime fechado, e o piloto da motocicleta que deu fuga a ele, Marcos Bruno, condenado a 18 anos de prisão em regime fechado.
Também foram acusados: o empresário Gláucio Alencar Pontes Carvalho, acusado de encomendar o crime; Shirliano de Oliveira, o Balão, acusado de auxiliar o assassino (foragido); e José Raimundo Sales Chaves Júnior, o Júnior Bolinha, acusado de intermediar a contratação do pistoleiro (preso no Complexo Penitenciário de Pedrinhas).
José de Alencar Miranda Carvalho, pai de Gláucio, que também seria julgado como um dos acusados de encomendar o crime, faleceu antes do julgamento.
Também foram acudados: os policiais Alcides Nunes da Silva e Joel Durans Medeiros, acusados de participar de reuniões para tratar do assassinato de Décio Sá; Elker Farias Veloso, acusado de auxiliar o assassino; o capitão da PM Fábio Aurélio Saraiva Silva, o Fábio Capita, acusado de fornecer a arma do crime; Fábio Aurélio do Lago e Silva, o Bochecha, acusado de hospedar o assassino.
O advogado Ronaldo Ribeiro, que trabalhava para Gláucio e Miranda, foi acusado de participação indireta na trama.
A investigação do assassinato de Décio Sá resultou na descoberta de um esquema de agiotagem praticado em mais de 40 prefeituras do Maranhão com envolvimento dos empresários Gláucio e Miranda, de vários gestores municipais, outros agiotas, policiais, blogueiros e jornalistas.
(Por Manoel Santos Neto)

Uma declaração explosiva do pré-candidato ao governo do Maranhão, Lahésio Bonfim, elevou o tom da disputa eleitoral e provocou reação imediata de aliados e adversários.
Em entrevista a um canal do YouTube, Lahésio afirmou que recebeu uma proposta em dinheiro para desistir da candidatura ao Palácio dos Leões e disputar uma vaga na Câmara Federal. Sem apresentar provas, ele sugeriu que a articulação teria relação com o grupo político ligado ao ex-governador Flávio Dino e ao prefeito de São Luís, Eduardo Braide.
“Me ofereceram dinheiro para ser candidato a deputado federal (…) Eles fizeram mesmo foi humilhar”, disse Lahésio durante a entrevista.
A fala repercutiu rapidamente no meio político. O ex-prefeito de Timon, Luciano Leitoa, reagiu e cobrou responsabilidade no debate público. Em manifestação, ele pediu “maturidade” nas declarações e criticou o que classificou como elevação desnecessária do tom político neste momento pré-eleitoral.
Após a repercussão, Lahésio voltou a se manifestar e afirmou estar sendo alvo de ataques por parte de militantes ligados a Braide. Ele reagiu ao que chamou de “bombardeio” nas redes sociais e fez novas insinuações, citando o episódio do “Clio do Milhão”.
“Fico feliz em vê meus bens exposto num vídeo da militância do Braide, nunca irão encontrar meus bens é em porta malas de meus carros, meus bens são frutos de anos e anos de medicina salvando vidas”, recrutou.
Até o momento, não há confirmação oficial nem apresentação de provas sobre a suposta oferta mencionada por Lahésio. O episódio, no entanto, amplia a tensão e antecipa o clima de confronto que deve marcar a disputa eleitoral de 2026 no estado.
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